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Gato Branco às Riscas

Um blog normal sem nada de especial de uma sonhadora inconformada.

Dom | 26.04.15

Em bom Português: Sinto-me na merda.

Paula Ribeiro Santos

Infelizmente é assim, nem com o fim-de-semana as coisas melhoram... aliás, pelo contrario, neste caso pioraram.

Às vezes sinto-me perdida e totalmente desapoiada, um pouco como um tolo no meio da ponte que não sabe de onde vem muito menos para onde vai.

Há uns anos atrás a minha casa era o meu porto de abrigo, morava sozinha e sabia que ao entrar por aquela porta e não ia ter receio de mais nada. Basicamente tinha a liberdade de chegar a casa e fechar-me no meu casulo. Hoje em dia não é assim, isto de morar com o namorado tem muito que se lhe diga, a casa passou a ser dos dois... e o que fazer quando discutimos e estamos fartos da outra pessoa? Quando nem se quer a podemos ouvir respirar muito menos ver a frente? 

Quero chorar desesperadamente e não consigo, quero descabelar-me, bater-me, perder a razão. Por tudo cá para fora e não posso, sinto-me a sufocar. Às vezes sinto-me a morrer por dentro, outras vezes sou a mulher mais feliz do mundo. 

Ele acha que sou louca... não compreende o porque da minha tristeza e amargura tão profunda.

Olha para mim como louca!

Desvaloriza a minha tristeza e os motivos que me maltratam a alma,  entristece-me com as suas apreciações narcisistas e de alguém que é melhor do que eu. A minha atitude aos olhos dele nunca é boa... as namoradas dos outros são sempre mais porreiras, divertidas, simpáticas, acessíveis, elas é que são fixes porque alinham em tudo... e compara-me...

Eu queria apenas que naqueles dias em que chego a casa destruída tivesse alguém compreensivo ao meu lado para me ouvir... poderia até nem concordar com os meus devaneios e dramas, mas que estivesse em silencio a ouvir-me sem me criticar ou chamar a atenção quando mais preciso. Mais tarde... depois de eu estar calma... passados um ou dois dias, talvez voltar ao assunto e se necessário chamar-me a razão. Não é quando estou na merda que quero ouvir criticas, criticas que ainda por cima demonstram o quanto frio ele é em quase tudo que se relacione comigo.

Às vezes sinto-me tão sozinha... tão triste, tão vazia... 

Tudo é motivo para me mostrar o quanto eu sou fraca e não sou como ele.Tudo é motivo para me mostrar que eu deveria ser mais forte, reagir de determinada maneira, que deveria ser mais como ele...

Sinto-me ainda mais perdida quando penso nas criticas que vou ouvir sempre que me desarmo, vou a baixo e lhe digo que estou mal.

Eu não quero que me passem a mão pelo pelo, eu não quero que andem comigo ao colo, eu não quero que tenham pena de mim... eu quero apenas que ele seja um pouco mais como eu, ou que pelo menos tente calcar os meus sapatos e ver a vida tal como eu a vejo.

Às vezes tenho vontade de não voltar a casa, não dar noticias, desligar o telemóvel, desligar a minha mente e simplesmente desaparecer.