Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gato Branco às Riscas

Um blog normal sem nada de especial de uma sonhadora inconformada.

Seg | 21.12.15

...

Paula Ribeiro Santos

Sinto-me a enlouquecer!

Quero chorar e não consigo, não existe tempo nem espaço.

Estou a sufocar mergulhada no meu próprio desespero. Tenho momentos em que me sinto uma barata tonta com a cabeça a mil mas ao mesmo tempo mergulhada na mais profunda inercia.

Sinto-me enjoada, agoniada, a cabeça pesa e o corpo dói aqui e ali.

Não sei onde estou nem para onde vou…

Sinto-me assaltada pelo medo e pela incerteza.

Queria estar sozinha.

Queria estar no silencio, não ver ninguém nem ser vista.

Sinto-me incompreendida, abandonada, negligenciada…

Sinto-me consumida, desgastada… perdida entre a vontade de avançar e a vontade de desistir.

Seg | 21.12.15

O Negativo...

Paula Ribeiro Santos

O teste negativo é a imagem que me vem a cabeça de forma recorrente desde hoje de manhã.

Sabíamos que a probabilidade de não acontecer era elevada.

Não fomos alertados pelo médico… mas do que lemos e pelo que o meu instinto me transmitia o negativo era um dado adquirido.

Confesso que apesar de as expectativas serem muito reduzidas, a esperança ocupava um lugar de força dentro do meu peito.

Estes dois dias que antecederam o teste foram de grande ansiedade e hoje de manhã não aguentei…

Não chorei ao ver o resultado…

Não fiquei desorientada…

Fui apenas para a cama e disse ao A. que ainda não era desta.

 

Acho que só mais tarde, depois de um banho tomado e de ter realmente caído em mim, comecei a sentir uma dor no peito como quem é esmagado… O chão novamente abriu por baixo dos meus pés…

São 15h, continuo sem chorar… Continuo com um nó na garganta, penso em várias escapatórias para o meu sofrimento mas nenhuma delas é suficientemente clara e me acalma.

Assusta-me o tempo a passar, assusta-me ter que recomeçar tudo de novo, assusta-me sentir-me psicologicamente fraca, assusta-me a possibilidade de a minha relação não aguentar esta pressão…

Faltam 3 dias para o Natal e eu sinto-me um ser miserável com vontade de virar as costas a tudo e todos, sendo que fechar-me em casa vivendo a minha dor ironicamente parece o que mais me tranquilizaria.