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Gato Branco às Riscas

Um blog normal sem nada de especial de uma sonhadora inconformada.

Qua | 21.09.16

Worry Dolls ou Muñeca Quitapena ♥

Paula Ribeiro Santos

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Worry Dolls

Alguém sabe o que são?

Até à um ano, desconhecia por completo esta pequena boneca de trapos feita à mão.

Chegou até mim como lembrança de uma viagem que a minha melhor amiga fez e até hoje não a utilizei.

Sim, a palavra certa é utilizei.

A Worry Doll, mais conhecida por Muñeca Quitapena é uma boneca originaria da Guatemala de onde surge a lenda que estas pequenas bonecas são mágicas e conseguem retirar todas as nossas preocupações e medos. 

Estas lindas bonecas têm cerca de 5cm, são feitas de tecidos coloridos, arame ou palha e são adornadas de com vestes tradicionais Maia.

Reza a lenda, que a origem desta boneca esta ligada directamente com uma princesa Maia que recebeu como presente do Deus Sol uma pequena boneca que permita resolver todos os problemas do Homem e por isso todas as preocupações deixariam de existir. Para isso, a princesa apenas precisava de contar à boneca todos os seus medos e depois quando fosse para a cama, deveria guardar a Muñeca Quitapena dentro da almofada e dormir sobre ela. 

Na manhã seguinte, todos os medos, preocupações e inseguranças teriam desaparecido. 

Hoje em dia, a Worry Doll é cada vez mais usada com crianças e aconselhada por muitos psiquiatras, psicólogos e educadores. 

Mal não faz de certeza.

E quanto mais armas tivermos para combater os nossos medos, melhor.

 

 

 

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Ter | 20.09.16

E já passaram 4 semanas desde que aqui chegamos...

Paula Ribeiro Santos

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E já passaram 4 semanas desde que aqui chegamos...

O tempo passa rápido mesmo quando temos muitas saudades de algo ou alguém.

No meu caso é saudades de tudo... Dos meus pais, dos meus amigos, da minha casa, da minha cama, do burburinho e agitação do escritório, do stress de conduzir, saudades da minha autonomia, saudades de ir ás compras depois do trabalho...

E já passaram 4 semanas desde que aqui chegamos...

Daqui a mais 5 semanas regressamos para os nossos e tudo volta ao normal.

Acaba-se mais uma etapa da vida que decidimos abraçar juntos na perspectiva de uma aventura e de um futuro melhor.

Inicialmente os dias não foram fáceis.

Gosto de silêncio, mas não tanto.

Gosto de estar sozinha, mas não tanto.

Gosto da minha individualidade, mas não tanto.

Esta mudança drástica quase acabou comigo, mas a minha persistência e resistência é bem maior.

E já passaram 4 semanas desde que aqui chegamos...

Comecei a "quebrar" e aceitar que estou num sitio novo e é normal a minha dificuldade de adaptação.

Comecei a perceber de que apesar de não estar na minha área de conforto, posso fazer com esta também se torne numa zona agradável para a minha estadia.

Comecei a olhar mais pela janela.

Comecei a sair à hora de almoço e a dar um passeio a pé.

Comecei a tomar café na hamburgaria aqui da rua.

Comecei a perceber que nem tudo é mau... aliás pelo contrário. Conheci mais da cidade e estou a adorar.

E mantive a minha boa disposição matinal mesmo quando me cruzo com vizinhos que nem se quer os bons dias dão quando entram no elevador.  E se acharem que eu sou tontinha, azar. Para mim chama-se educação!

E já passaram 4 semanas desde que aqui chegamos...

Acho que em tudo esta experiência nos ajudou.

Somos mais fortes, mais unidos.

A cumplicidade triplicou e a amizade também.

 

 

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Seg | 19.09.16

Estou muito orgulhosa!

Paula Ribeiro Santos

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Algum cuidado com a alimentação, horas regradas para comer, não saltar refeições e aumento do consumo de água tem sido o quanto basta para em três semanas ter perdido quase 4kg.

Uma das minhas maiores preocupações por passar a trabalhar em casa, era passar a ter uma vida ainda mais sedentária do que a que já tinha. Deixar de ter o stress de conduzir, o stress de procurar estacionamento, ter que caminhar até ao escritório (que geralmente fica longe do sitio onde arranjo estacionamento) e à hora de almoço deixar de caminhar estava a "matar-me". 

Mentalizar-me não foi fácil, até porque em frente a minha casa tenho o McDonalds e lutar contra a vontade de me "acabar" num hambúrguer é deveras difícil.

Hoje, sinto-me bem e feliz, com vontade de manter este ritmo que sei que apesar de "doloroso" é a melhor opção.

 

 

 

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