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Gato Branco às Riscas

Um blog normal sem nada de especial de uma sonhadora inconformada.

Sex | 22.03.19

Walk a mile in my shoes

Paula Ribeiro Santos

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"Walk a mile in my shoes
Just walk a mile in my shoes
Before you abuse, criticize and accuse
Then walk a mile in my shoes"

 

Existem pessoas tão seguras de si que são incapazes de vislumbrar que em determinado momento não estiveram bem.

Existem pessoas assumem que a sua verdade é única e não se dão ao luxo de ouvir a verdade dos outros.

Existem pessoas que são incapazes de se colocar nos sapatos dos outros e ver a vida na perspetiva inversa.

Existem pessoas que vivem submergidos no seu egocentrismo e “umbiguismo”.

Existem pessoas sem qualquer pudor moral ou consciência social, capazes de passar por cima de tudo e de todos para se sentirem mais do que os outros.

Existem pessoas que são o síndrome de “Narciso” em pessoa.

Existem pessoas não tem consciência de que os seus pequenos atos podem ter repercussões devastadoras, que podem minar a autoconfiança, a credibilidade, a imagem e até mesmo a vida profissional e pessoal dos outros.

 

Chocam-me atitudes de desprezo, de desconsideração, de rejeição e de exclusão por qualquer pessoa que seja, mas principalmente por alguém que não se conhece.

Pré-juízos e pré-conceitos baseados em nada, no ciúme, na inveja ou então, no “diz que disse”.

Contra mim falo, sou um ser Humano e faço os meus juízos de valor, contudo sou incapaz de excluir quem quer que seja, do que quer que seja, sem pelo menos conhecer e sem ter verdadeiros motivos, mesmo assim não excluo, afasto-me.

O meu lema é esse, não gosto, faz-me mal, desgasta-me, incomoda-me… afasto-me.

Tenho 35 anos e continuo sem saber lidar com este tipo de comportamento (desprezo) principalmente quando surge entre mulheres.

 

É tudo muito bonito quando se fala no dia Internacional da Mulher e somos banhados por toda a hipocrisia que se cria em torno dos jantares incríveis que se promovem nessa altura, quando na realidade andam o resto dos 364 dias do ano às turras, a falar mal umas das outras pelas costas, a invejarem-se, a desejar o pior, a tramarem-se no emprego…. Etc etc etc… (poderia desfiar um rosário).

É também nestas alturas que se veem coisas mais graves e se vê o que se passa nas costas das outras (e muito provavelmente nas nossas também), como por exemplo:

“se fulana for convidada para o jantar, não vou”.

No final das contas, colocam a organizadora como a cabra do grupo que não quis convidar A, B ou C.

 

Eu tenho uma visão muito reta sobre determinados assuntos e este é um deles.

Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti.

Ponto!